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	<title>Som e Imagem &#187; Joana Laranjeira</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2010/2011]</description>
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		<title>Proposta de Trabalho</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 11:52:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joana Laranjeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha proposta de trabalho para som e imagem coloca-se no centro das práticas cinematográficas. Interessou-me particularmente o papel do homem enquanto produtor de realidades alternativas, estas ligadas ao seu inconsciente/lado onírico, que desde os primórdios do cinema, transmitiu através da imagem as suas fantasias e desejos, mesmo que de uma forma inconsciente. A imagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A minha proposta de trabalho para som e imagem coloca-se no centro das práticas cinematográficas. Interessou-me particularmente o papel do homem enquanto produtor de realidades alternativas, estas ligadas ao seu inconsciente/lado onírico, que desde os primórdios do cinema, transmitiu através da imagem as suas fantasias e desejos, mesmo que de uma forma inconsciente.</p>
<p>A imagem desde o início procurava transmitir a realidade e o quotidiano do ser humano. Primeiro através da fotografia e mais tarde com o surgimento da imagem em movimento, o cinema trouxe discursos alternativos, enfatizando a imagem enquanto produtora de novas realidades, ou talvez os sonhos mais profundos do homem que se posicionava por trás da câmara de filmar.</p>
<p>Dziga Vertov um dos autores emblemáticos da história do cinema, conseguiu a relação intrínseca que a imagem tem com o quotidiano do ser humano e introduziu a ligação do documental ao ficcional para conseguir essa autenticidade e realidade da experiência do homem no seu dia a dia. Esta visão da realidade tem como fim uma compreensão e análise do cinema enquanto ilustração dessa experiência. Em “O cinema ou o Homem Imaginário” Edgar Morin percebe que o voyeurismo acaba por se assemelhar no seu modo de atuar, partindo para a conclusão que a visão empírica que o realizador tem ao produzir uma imagem cinematográfica está ligada a visão onírica da mesma.</p>
<p>Ao perceber e analisar o surgimento do cinema e dos seus meios técnicos, posso concluir que o elemento sonoro, apesar de não ter estado diretamente ligado à percepção do objecto cinematográfico esteve sempre presente através da ausência do mesmo. Interessou-me o facto de que o desejo de transmitir uma determinada realidade não tem necessariamente ligação com a percepção audiovisual no seu todo, diga-se que mesmo inconscientemente o som fazia-se transmitir. No entanto, e relacionado com a evolução desta arte, talvez só fizesse sentido afirmar tal facto na questão da produção do cinema enquanto imagem do real. Tal como quando sonhamos, não percepcionamos o elemento sonoro no seu estado ativo, podemos relacionar uma visão onírica da imagem em paralelo com a visão onírica do som que se encontra intrínseco.</p>
<p>Assim, ao mágico e ao imaginário estão ligados uma série de conceitos e termos que se vem descobrindo intrínsecos ao nosso ser, onde a polaridade entre o encanto da imagem, este ligado ao efeito que proporciona no homem, e a metamorfose do universo, através da montagem técnica desse universo, formam o que foi e o que é hoje a arte cinematográfica.</p>
<p>De um modo geral, citando Lévi-Strauss a obra de arte atua enquanto objecto ilustrativo de características de irredutibilidade e primitividade, no sentido em que o que transparece e é transmitido pelo artista/ser humano, é o nosso lado mais puro, o lado do inconsciente imaginário.</p>
<p>Estes são alguns tópicos que pretendo abordar e dar continuidade no trabalho final para a disciplina de som e imagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bibliografia:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>. O cinema ou o homem imaginário : ensaio de antropologia / Edgar Morin ; trad. António-Pedro Vasconcelos. - Lisboa : Relógio D&#8217;água, 1997. - 249 p.. - (Grande plano )</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>. A imagem do cinema : história, teoria e estética / Paulo Viveiros. -  2ª ed. - Lisboa : Edições Universitárias Lusófonas, 2005. - 159 p. : il. ; 24 cm. - (Imagens, sons, máquinas e pensamento ; 4 )</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>. Olhar ouvir ler / Claude Lévi-Strauss ; trad.Teresa Meneses. - Porto : ASA, 1995. - 175p. : il. ; 22cm. - (Sinais : literatura )</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>.L&#8217; audio-vision : son et image au cinéma / Michel Chion. - Paris : Nathan, 1990. - 186, [6]p. : il. ; 22 cm. - (Fac-Cinéma / dir. Michel Marie )</p>
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