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	<title>Som e Imagem &#187; Andreia Pereira</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2010/2011]</description>
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		<title>O som no cinema a partir de Les Vacances de Monsieur Hulot</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 18:03:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andreia Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[No âmbito da disciplina de Som e Imagem decidi trabalhar o filme Les Vacances de Monsieur Hulot do realizador Jacques Tati. A partir dele pretendo demonstrar a importância dos sons no cinema: da sua grande capacidade de espacialização, de enfatização das imagens… Este filme de 1953 conta as aventuras do despistado Monsieur Hulot, desempenhado pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No âmbito da disciplina de Som e Imagem decidi trabalhar o filme <em>Les Vacances de Monsieur Hulot</em> do realizador Jacques Tati. A partir dele pretendo demonstrar a importância dos sons no cinema: da sua grande capacidade de espacialização, de enfatização das imagens…</p>
<p>Este filme de 1953 conta as aventuras do despistado Monsieur Hulot, desempenhado pelo próprio Jacques Tati, em férias numa estância balnear francesa. O quotidiano dos hóspedes do Hôtel de la Plage são “vítimas” dos mal entendidos deste personagem. Logo no início do filme ouve-se um carro ruidoso que anuncia a chegada do Monsieur Hulot. No momento em que entra no hotel instaura logo a confusão. Depois assistimos ao desenrolar de situações por ele provocadas como o ténis coreografado, o barco partido…</p>
<p>Esta personagem alta e recta com o seu característico cachimbo, apesar de ser autor das mais diversas confusões, consegue a admiração e simpatia de todos.</p>
<p>Neste filme o realizador tentou contrariar o verbo-centrismo do cinema. A personagem do Monsieur Hulot fala muito pouco. Existe quase que uma dificuldade em falar. Podemos ver isso numa das cenas iniciais, quando ele chega ao Hotel e na recepção lhe perguntam o nome. A acção de falar nessa cena está condicionada, pois ele tem o cachimbo na boca e não o tira, porque tem as mãos ocupadas com as malas.</p>
<p>São os objectos, os sons que falam. Eles ganham aqui um estatuto de personagem: som do vento, da porta, da praia (das ondas e das crianças a brincar), do rádio… O som ajuda a enfatizar essas situações.</p>
<p>Aqui é dada uma especial atenção ao som. Nós capturamos melhor o som do que as imagens. Isto, porque a audição é omnidireccional. Nós não podemos ver o que está atrás de nós, mas podemos ouvir tudo à nossa volta. Já a visão é parcial e direccional, tal como o cinema. Em suma, nós ouvimos a 360º, mas o nosso campo visual é apenas 180º.</p>
<p>Os filmes podem mostrar-nos um espaço vazio e dar-nos a voz de alguém que supostamente está em cena, mas fora da frame.</p>
<p>Um aspecto presente neste filme é o acusmático. O som acusmático acontece quando estamos a ouvir um som, mas a sua origem não é visualizada. Ele tem o poder de trazer para dentro de cena o que está fora. Neste filme encontramos várias situações destas.</p>
<p>Por exemplo, na cena onde o Monsieur Hulot está a jogar ping pong numa sala do hotel, nós não vemos o jogo nem a bola, mas ouvimos o jogo, pois ouvimos a bola a bater.</p>
<p>O meu objectivo com este trabalho é demonstrar o contributo do som neste filme e a relevância da sua relação com a imagem.</p>
<p>Bibliografia:</p>
<p>- The Voice in Cinema, de Michel Chion</p>
<p>- “6º Lição &#8211; A percepção sonora”, de João Mário Grilo, in As lições do cinema: Manual de filmologia,  Lisboa, Edições Colibri, 2007, pp. 41-46.</p>
<p>- JULLIER, Laurent, <em>El sonido en el cine</em>, Barcelona, Editorial Paidós, 2007 (Le son au cinéma, Paris, Cahiers du cinéma, 2006).</p>
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