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	<title>Som e Imagem &#187; jabreu</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2010/2011]</description>
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		<title>Gémeos imagéticos de percepções sonoras distintivas</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 22:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jabreu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Proponho-me estudar o fenómeno da percepção através do som e da imagem numa determida acção &#8211; o processo de identificação dos produtos para validação dos valores de pagamento nas “caixas” dos supermercados. A partir da troca do código de barras de um produto por um outro código, captarei a reacção da funcionária da “caixa” quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Proponho-me estudar o fenómeno da percepção através do som e da imagem numa determida acção &#8211; o processo de identificação dos produtos para validação dos valores de pagamento nas “caixas” dos supermercados.</p>
<p><span style="font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: small">A partir da troca do código de barras de um produto por um outro código, captarei a reacção da funcionária da “caixa” quando o processo de leitura que a máquina faz não for, portanto, bem sucedido.</span></p>
<p><span style="color: #000000"><span style="font-family: Helvetica, sans-serif"><span style="font-size: small"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000"><span style="font-family: Helvetica, sans-serif"><span style="font-size: small"> Este processo assemelha-se à diferença entre os filmes de Buster Keaton, não sonorizados, e de outros filmes do mesmo género e os filmes de Laurel e Hardy ou de Jaques Tatti. Por exemplo, as quedas de objectos ou de personagens têm um maior impacto no espectador porque temos som, mais ou menos grave, com maior ou menor volume, associado às imagens que vemos. Jaques Tatti usa muitas vezes o som como objecto paródico, ou seja, o som serve ele mesmo para  enfatizar o acontecimento.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000"><span style="font-family: Helvetica, sans-serif"><span style="font-size: small"> </span></span></span><span style="font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: small">O ser humano fica confuso na distinção de imagens quase idênticas, todos nós confundimos irmãos gémeos dada a sua grande semelhança. O Homem necessita de um outro sentido para distinguir imagens quase idênticas. No caso do filme de Luis Buñuel temos que atentar na voz das personagens para conseguirmos distingui-las. No cinema, o som serve muitas vezes para personalizar e caracterizar as personagem.</span></p>
<p><span style="font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: small"> </span><span style="font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: small">Nos dias que correm, o som torna-se tão ou mais importante que a imagem. Todos os dias somos bombardeados com as mesmas imagens ao ponto de já nem repararmos nelas. A publicidade impressa sofre deste problema. O som, como complemento a uma imagem ou só por ele mesmo, chama a atenção. Visto que o som não se pode tornar estático, ou seja, se o pararmos deixamos de o ouvir, temos mesmo de estar atentos para que a sua percepção seja completa. Um grito aos nosso ouvidos tem um efeito muito maior na nossa atenção que uma imagem que passe à nossa frente, por mais chocante que seja.</span></p>
<p><span style="font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: small"> </span><span style="font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: small">Num supermercado, a passagem do produto para validação da compra só é conseguido quando a máquina emite um som “bip” ou seja o processo &#8211; pegar no produto; passar no scanner; pousar no saco de compras &#8211; só é considerado bem sucedido se ouvirmos o “bip”. Este “bip” funciona como personificação da máquina que avisa que o processo está correcto. A leitura da representação gráfica foi bem feita e o produto está em conformidade para se proceder ao pagamento, que é o objectivo final”.</span></p>
<p><span style="font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: small">No cinema, muitas vezes, o som funciona com o mesmo objectivo. Por exemplo, no caso de um tiro de uma arma só acreditamos que este objecto dispara uma bala quando ouvimos o som do tiro. O som funciona como validação do acto de disparar uma arma. A mais valia do cinema <em>western</em> foi a parte sonora. O espectador sentia-se na cena e a adrenalina do confronto de disparos era passada para o público. No cinema de terror, o som tem o mesmo efeito, o suspense correspondente a que algo vai acontecer, é validado pela mítica <em>batida</em> crescente da música ou pelo mais simples rufo de tambor.</span></p>
<p><span style="color: #000000"><span style="font-family: Helvetica, sans-serif"><span style="font-size: small"> </span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000"><span style="font-family: Helvetica, sans-serif"><span style="font-size: small"> O Homem  associa som-imagem-causalidade. A funcionária da “caixa” do supermercado associa o “bip” à validação do produto e só pára este processo quando o som não é emitido. Ela identifica, nas embalagens dos produtos, uma imagem que é o “código de barras”. Visualmente a operadora não consegue distinguir um código de barros correcto de um outro incorrecto. O seu comportamento é validado por um som – desde que a máquina produza o som que a operadora considera válido, todo o processo é validado.</span></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p>NINIO, Jacques (1991) &#8211;  A impregnação dos sentidos - Lisboa : Instituto Piaget</p>
<p>CHION, Michel (2008) - A audiovisão, som e imagem no cinema &#8211; Lisboa : Edições texto e grafia</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Filmografia</strong></p>
<p>Luis Buñuel (1977) - Este Obscuro Objecto do Desejo</p>
<p>Fritz Lang(1931) - Matou</p>
<p>Buster Keaton (1920) -  One Week</p>
<p>&nbsp;</p>
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