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	<title>Som e Imagem &#187; Fernanda Castilhos</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2010/2011]</description>
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		<title>O som e a palavra como parte do processo de construção da imagem</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 18:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Castilhos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Arte não tem pensa: O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê. É preciso transver o mundo. (&#8230;).” Manoel de Barros Como proposta para o trabalho final, pretendo abordar a utilização do som e da palavra como parte do processo na produção da imagem. Partindo de uma pesquisa sobre o fotógrafo esloveno Evgen [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right"><em>Arte não tem pensa:<br />
O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê.<br />
É preciso transver o mundo. (&#8230;).” </em></p>
<p style="text-align: right">Manoel de Barros</p>
<p>Como proposta para o trabalho final, pretendo abordar a utilização do som e da palavra como parte do processo na produção da imagem.</p>
<p>Partindo de uma pesquisa sobre o fotógrafo esloveno Evgen Bavcar, que cego, utiliza dentre outras técnicas, o som como guia para a execução de seu trabalho fotográfico, começa-se aqui um estudo da utilização do som e da palavra nesse processo. Som esse que se perde e que não é visto nem ouvido no resultado final, mas que estava lá enquanto mecanismo de composição, enquanto estrutura, e que comprova que a imagem nunca foi um fenômeno apenas visual, mas sim um estimulante para a descoberta e desenvolvimento dos outros sentidos. Olhar com as mãos, boca, nariz e ouvidos, a metáfora do terceiro olho.</p>
<p>É com o “terceiro olho” que Evgen Bavcar compõe sua fotografia e dá propriedade substancial à sua produção artística. Originado na relação “eu – mundo” através da representação e percepção há uma retomada do passado e conseqüentemente uma concomitante expansão para o futuro, inserida no “instante agora” no presente fotografado. Contudo, essa retomada não trata apenas de uma recordação, de uma memória ou um quadro do passado, mas sim a expressão de um universo híbrido transmutado e incorporado na percepção.</p>
<p>A fotografia que não pode ser vista no plano físico, mas pode ser vista no imaginário, no mundo das idéias, através da descrição, da palavra, do som. A idealização da imagem, de uma realidade que pode não ser real para quem enxerga, mas é real para quem percebe, para quem sente. A imagem que se forma e que transcende a incapacidade, que busca se reconstruir através da memória, do som e da palavra, e que se torna viva como passado e história, que vive no registro de algo muito maior, de algo que sentimos e que é alcançável somente através da lembrança. No documentário “Janela da Alma” (2002) de Fernando Meireles, Evgen Bavcar coloca:</p>
<p>Para mim, a linguagem e imagem estão ligadas, isto é, o verbo é cego, mas é o verbo que torna visível. Sendo cego, o verbo torna visível, cria imagens&#8230; graças ao verbo, temos as imagens. Atualmente, as imagens se criam por si mesmas, deixaram de ser o resultado do verbo (&#8230;). É preciso que haja um equilíbrio entre verbo e imagem. Por exemplo, Michelangelo não viu Moisés! Ele não foi segui-lo no Monte Sinai. Não viu como o Decálogo foi lançado sobre o bezerro de ouro. Mas leu o texto. (<em>Janela da Alma</em>, 2002)</p>
<p>De acordo com Bavcar a história humana nos mostra que <em>somos ao mesmo tempo nós mesmos e os outros, os quais, como nós, vivem das realidades múltiplas, visíveis e invisíveis, percebidas e não percebidas, sabidas e ignoradas</em>.</p>
<p>A (des) concentração/ Domina, invade/ E é só nisso que eu penso/ Lembrança que perturba e que acaricia/ Macia, aconchegante/ Não penso em mais nada/ E é só nisso que eu penso/ Cada fio de pêlo e cabelo/ Respira/ Buon Giorno/ Nada acontece, tudo já aconteceu/ Compro uma passagem aérea/ Construo minhas próprias imagens/ Falsas ou verdadeiras memórias/ Fotografias imaginárias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BARROS, Manoel de. <strong>Livro sobre nada</strong>. 12. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006.</p>
<p>BAVCAR, Evgen. A luz e o cego. In: NOVAES, Adauto (org.). <strong>Artepensamento</strong>. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.</p>
<p>BAVCAR, Evgen. Corpo: espelho partido da história<strong>. </strong>In: NOVAES, Adauto. <strong>Homem-máquina</strong>: a ciência manipula o corpo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.</p>
<p>BAVCAR, Evgen. Vídeo: Comments by Evgen Bavcar. Disponível em: &lt;http://zonezero.com/exposiciones/fotografos/bavcar/index.html&gt; Acesso em: 17 Abr 2011.</p>
<p>JANELA DA ALMA. Direção de João Jardim e Walter Carvalho. Produção de Flávio R. Tambellini. Rio de Janeiro: Copacabana Filmes, 2002. 1 DVD (73min), son., color. 2004.</p>
<p>NAVES, Maira Allucham S. G, MASIERO, André Luís. <strong>A produção de sentidos na arte fotográfica de Evgen Bavcar. </strong>Disponível em: &lt;http://www.ip.usp.br/laboratorios/lapa/versaoportugues/2c40a.pdf&gt; Acesso em: 25 Abr 2011.</p>
<p>SONTAG, Susan. <strong>Sobre fotografia</strong>. Tradução Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.</p>
<p>ZAPPI, Lucrecia. <strong>Face a face com Bavcar</strong>. Disponível em: &lt;http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/1644,1.shl&gt; Acesso em: 20 Abr 2011.</p>
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