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	<title>Som e Imagem &#187; zemariaguerra</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2010/2011]</description>
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		<title>Imagens criadas a partir de sons</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 22:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zemariaguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[No âmbito da disciplina de Som &#38; Imagem quero abordar alguns conceitos partilhados pelo Michel Chion no livro Audio-Visão, mais particularmente o som diegético e não diegético. Desde o início do cinema que sempre se deu prioridade à imagem, deixando o som para segundo plano, o que na verdade é de certa forma contraditório, visto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">No âmbito da disciplina de Som &amp; Imagem quero abordar alguns conceitos partilhados pelo Michel Chion no livro Audio-Visão, mais particularmente o som diegético e não diegético.<br />
Desde o início do cinema que sempre se deu prioridade à imagem, deixando o som para segundo plano, o que na verdade é de certa forma contraditório, visto que o nosso cerebro entende mais rapidamente um som do que uma imagem. Nos dias de hoje, começamos a dar mais importância ao som no cinema, começando nos diálogos, passando pela música até aos sons que nos rodeiam, sabendo que vão criar um valor acrescido à imagem, funcionando como um complemento.</p>
<p style="text-align: left">
Interessa-me esta relação do som com a imagem, principalmente em filmes de suspense, onde o som adquire uma força por vezes superior à própria imagem. Muitas das vezes, o som que corresponde à realidade é substituído por outro, a fim de criar um maior impacto, levando-nos a crer que é real.Temos como exemplo o uso frequente do “Wilhelm scream”, sendo considerado por muitos técnicos como o melhor som para representar um grito.<br />
Quando um som é perceptível aos personagens e aos espectadores entendemo-lo com diegético (o som de uma multidão, o som de animais, a música num bar ou o dialogo entre personagens), quando o som é apenas perceptível pelo espectador, é não diegético (voz do narrador, música de fundo ou efeitos especiais) e tem como principal função enfatizar uma emoção ou sugerir ritmo à imagem, podendo ser quase subliminar aos espectadores.</p>
<p style="text-align: left">
Quando olhamos para o prólogo do filme “Persona” (1966) do Ingmar Bergman e vemos um exemplo claro de um som não diegético, que serve unicamente para dar uma sequência à imagem. Olhamos depois para o filme Psycho, do Alfred Hitchcock e mais atentamente à cena clássica passada no chuveiro. Ouvimos uma mistura de sons diegéticos com não diegéticos, o som do chuveiro e dos gritos da mulher misturados com um som agudo (violino) e o som da faca a perfurar o corpo.O filme “Rear Window” (1954) do Alfred Hitchcock é um bom exemplo do uso do som diegético, onde todos os sons são captados do mesmo sítio, o quarto onde está o fotógrafo.Para além destes jogos com o som, agrada-me a elasticidade que o realizador Jean-Luc Godard dá ao som, no filme “Week End” (1967) e no filme “Masculin Féminin” (1966), pondo à prova a percepção do espectador.</p>
<p>Bibliografia</p>
<p style="text-align: left">Chion, Michel. Audio Vision. Columbia University Press. 1994.</p>
<p style="text-align: left">Kelleghan, Fiona. “Sound Effects in SF and Horror Films”. International Conference on the Fantastic in the Arts 21 March 1996</p>
<p style="text-align: left">Rebello, Stephen. Alfred Hitchcock and the Making of Psycho. St Martins Pr (Trade). 1999.</p>
<p style="text-align: left">Weis, Elisabeth. The Silent Scream &#8211; Alfred Hitchcock’s Sound Track. 1982</p>
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