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	<title>Som e Imagem &#187; Diana Teixeira</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2011/2012]</description>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 19:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diana Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Qualquer um de nós se adapta (ou tenta adaptar-se) às mais diversas situações, aos mais diversos meios e diálogos, utilizando para isso uma espécie de máscara para nos protegermos? mais, ou menos. Usada não simplesmente para esconder mas para alterar ou ajudar a melhorar uma faceta que não achemos apropriada para outra que ficaria [...]]]></description>
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<p>Qualquer um de nós se adapta (ou tenta adaptar-se) às mais diversas situações, aos mais diversos meios e diálogos, utilizando para isso uma espécie de máscara para nos protegermos? mais, ou menos. Usada não simplesmente para esconder mas para alterar ou ajudar a melhorar uma faceta que não achemos apropriada para outra que ficaria “melhor” ali; essas máscaras em que muitas vezes nos refugiamos levam-nos a interpretar demasiados papéis, a chegar a uma altura em que não sabemos muito bem qual/quando deixamos de as usar e quando passamos da “personagem” a ser nós mesmos, despidos, completamente transparentes. Nós, tal como nos conhecemos quando estamos sozinhos.<br />
Do mesmo modo, também o som resulta como uma máscara. Talvez não tanto no sentido de esconder algo (mas também), mas como um meio de revelação, de iniciação para algo que está para vir. É ele também que nos faz interpretar as coisas de diferentes maneiras, uma imagem pode ter diversas interpretações dependendo do som que a “ilustra”, é ele que mesmo sem vermos nos mostra que falamos com uma ou mais pessoas (ou que falamos sozinhos).<br />
<em>Persona</em> 1966, de Ingmar Bergman trata exactamente esse tipo de máscaras, não só dadas pelas personagens e pela forma como cada uma à sua maneira escondem uma faceta e um estado de resignação e traumas relacionados com a maternidade, como dos diferentes papéis que vamos interpretando ao longo da nossa vida, como também da máscara provocada pelo som, e que segundo Michel Chion no livro “L&#8217; Audiovisión” se refere ao som como a máscara de uma imagem vazia. O facto de ao silenciarmos o filme nos apercebermos de certos planos que o som, ao encadeá-los, os tornava quase imperceptíveis, como refere Chion “o que vemos agora é outra coisa”; não esquecendo também do paralelo que se estabelece entre a riqueza do som em todo o filme e o facto de Elizabeth ser uma personagem quase “muda” onde o parar de encenar significava para ela parar de mentir, &#8220;o irrealizável sonho de existir, não o de parecer, mas o de ser&#8221;.<br />
É incrível a diferença que o som pode fazer.<br />
Até que ponto pode ser ele ou não “verdadeiro”? (Digo verdadeiro no sentido de poder ou não ilustrar uma imagem e preenchê-la, conseguindo enganar momentaneamente o espectador, poderia ser um som como outros 100 e poderia funcionar na mesma? certamente as interpretações e significados seriam muito diferentess).<br />
Em <em>Persona</em>, Bergman através do som tenta conduzir-nos (não fugindo à cinematografia de Bergman) através/para um lado de cariz pessoal.  É todo esse paralelo entre o pessoal (verdadeiro) e o encenado (mentira) que pretendo debruçar-me; sobre a relação estabelecida entre o Som como máscara para a Imagem.<br />
Outro tópico que achei interessante é o facto de encontrar semelhanças com o “Fight Club”, 1999 de David Fincher, não os pretendo relacionar (não será essa a minha intenção) mas utilizar aspectos que têm em comum de carácter simbólico.</p>
<p><strong> Bibliografia até ao momento:</strong></p>
<p>_Chion, Michel (1990),  L’Audio-vision,  Éditions Nathan , Paris<br />
_Carolyn Ellis, Michael C. Flaherty, Michael G. Flaherty (1992), Investigating Subjectivity (Parte I: The Many faces of Emotionality: reading Persona), Sage Publications, Inc.</p>
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