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	<title>Som e Imagem &#187; Alicia Moreira</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2011/2012]</description>
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		<title>DRAFT</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 16:41:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alicia Moreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Para a realização deste trabalho escrito decidi debruçar-me sobre o assunto da chegada da Fita Audio ao cinema, e para tal focar-me no cinema de Tati, principalmente no filme &#8220;Les Vacances de Monsieur Hulot&#8221;, de 1953. Apesar da tecnologia sonora ter aparecido décadas antes a este filme, esta focou-se em aproveitá-la de maneira que antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para a realização deste trabalho escrito decidi debruçar-me sobre o assunto da chegada da Fita Audio ao cinema, e para tal focar-me no cinema de Tati, principalmente no filme &#8220;Les Vacances de Monsieur Hulot&#8221;, de 1953.</p>
<p>Apesar da tecnologia sonora ter aparecido décadas antes a este filme, esta focou-se em aproveitá-la de maneira que antes não era possível, colocar voz nas imagens, o que fazia também com que os planos fossem mais longos e menos dinâmicos porque perder-se-ia certo encadeamento. Isto levou a que se regredisse na evolução que a montagem havia tido no cinema “mudo”.</p>
<p>Tati recusa a ideia vococêntrica do cinema, por isso o som nos seus filmes não servem apenas para ilustrar o que já é visual, mas abrangem outro campo de importância. Tati como perfeccionista obsessivo como tudo o que o rodeia notou o que sempre esteve lá.</p>
<p>O som diz-nos sobre os objectos ou personagens que nem sempre se vê na imagem.</p>
<p>O som de um filme é o resultado da mistura de três fitas diferentes: diálogos, sons e música. Diálogos quase sempre inarticulados que não são usados para transmitir informação mas para se dissolverem no ruído de fundo, ruído que é representativo dos objectos do cenário, e música que por vezes é identificativa de determinado personagem que vai entrar em cena. Trata-se da questão da espacialidade, onde há um eco, todo o ambiente envolvente é refractado para a cena, são-nos trazidos de fora do enquadramento como para não nos esquecer-mos da sua existência (as crianças a brincarem na praia serem ouvidas dentro do hotel). Tati muitas vezes não nos dá todas as informações, o que não é mostrado (o fora de campo) ou não imagético é contada assim pelo espectador. Algumas piadas funcionam em repetição como, bem como ruído visual (a porta da sala de jantar do hotel, por exemplo).</p>
<p>Podemos perceber que o som do cinema de Tati tem “vida própria”, porque o campo visual de um filme é cingido ao enquadramento da lente, mas o sonoro abrange planos que estão para além do visível.</p>
<p>Não querendo descuidar o visual de Tati, deve também ser lembrado que o que este representa é também algo “sonoro” porque contém muitas características do cinema “mudo”, era um cinema que à falta de representação auditiva do filme suportava características visuais que nos faziam ver os sons ou o cuidado com os planos (irmãos Lumiere e a filmagem do comboio que saía da tela e aterrorizava a plateia). Os filmes de Tati são caracteristicamente comédias físicas, às vezes ao que se assemelhava às comédias silenciosas da década de 1920.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bibliografia:</p>
<p>JULLIER, Laurent, <em>El sonido en el cine</em>, Barcelona, Editorial Paidós, 2007 (Le son au cinéma, Paris, Cahiers du cinéma, 2006).</p>
<p>“6ª Lição – A percepção sonora”, de João Mário Grilo, in As lições do cinema: Manual de filmologia, Lisboa, Edições Colibri, 2007, pp. 41-46.</p>
<p>Chion, Michel (1990), Audio-vision, Paris, Éditions Nathan (trad. e edi. ingl. de Claudia Gorbman, Audio-vision: sound on screen, New York: Columbia University Press, 1994).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ana Alícia S. Moreira &#8211; LAP09041</p>
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