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	<title>Som e Imagem &#187; Marta Rodrigues</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2011/2012]</description>
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		<title>Playtime &#8211; Jacques Tati</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 19:03:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marta Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Playtime, filme de 1967, é considerado um dos filmes mais belos de sempre, este é realizado em Paris e representa uma cidade  obcecada com a tecnologia e com a modernidade. Jacques Tati, neste filme constrói uma sátira em volta da humanização que os espaços também produzem, criticando de forma divertida e, de certa forma  [...]]]></description>
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<p>Playtime, filme de 1967, é considerado um dos filmes mais belos de sempre, este é realizado em Paris e representa uma cidade  obcecada com a tecnologia e com a modernidade.</p>
<p>Jacques Tati, neste filme constrói uma sátira em volta da humanização que os espaços também produzem, criticando de forma divertida e, de certa forma  nostálgica, a cidade industrializada e cosmopolita, onde o ser humano parece cada vez mais algo mecânico, estereotipado.</p>
<p>Uma das principais características de Tati é o seu rigor na pós-produção sonora, ganhando contornos meticulosos e indispensáveis, conduzindo o espectador ao que vai assistir. Deste modo, o som acusmatizado tem uma relevância em toda a história juntamente com a expressão corporal, deixando o vococentrismo em segundo plano. Exemplo disto é a cena da senhora no aeroporto a fazer festas a uma mala. Aqui, através do som de um cão a ganir, o espectador deduz que o animal se encontra dentro da mala, apesar de não o ver.</p>
<p>Em Playtime, existe uma carga exaustiva de onomatopeias, criando uma animalidade nos objectos, como é o caso dos sapatos, do senhor a varrer o chão, das cadeiras, entre outros.</p>
<p>A meu ver, para trabalhar sobre este filme é importante, também, falar de Chion, visto que o som acrescenta emoção ao espectador, sendo fundamental a dependência mutua de som e imagem.</p>
<p>Outro aspecto relevante, é por exemplo na cena em que Hulot &#8211; personagem principal &#8211; se encontra na sala de espera, o espectador ouve o que se passa na rua mas a filmagem realizam-se dentro da mesma e vice-versa, havendo assim, uma espécie de jogo entre imagem e som &#8211; fora e dentro de campo.</p>
<p>Em suma, para este trabalho pretende-se explorar o porquê deste filme ser especial, as características importantes do som juntamente com a imagem. Algo que não precisa de voz para se expressar e ter conteúdo, até porque por vezes o corpo expressa-se muito melhor do que a própria voz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>bibliografia:</p>
<p>Walter Benjamim</p>
<p>JULLIER, Laurent, <em>El sonido en el cine</em>, Barcelona, Editorial Paidós, 2007 (Le son au cinéma, Paris, Cahiers du cinéma, 2006).</p>
<p>“6ª Lição – A percepção sonora”, de João Mário Grilo, in As lições do cinema: Manual de filmologia, Lisboa, Edições Colibri, 2007, pp. 41-46.</p>
<p>Chion, Michel (1990), Audio-vision, Paris, Éditions Nathan (trad. e edi. ingl. de Claudia Gorbman, Audio-vision: sound on screen, New York: Columbia University Press, 1994).<br />
“THE THREE LISTENING MODES” (Chapter I</p>
<p>&nbsp;</p>
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