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	<title>Som e Imagem &#187; teresa arede</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2011/2012]</description>
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		<title>A banda sonora total, omnipresente. &#8211; na obra de David Lynch</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 11:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>teresa arede</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A banda sonora total, omnipresente. &#160; Tenho-me questionado sobre um tema recorrente, sempre que vejo um filme. O que é que acontece, ou qual é esse momento, em que o individuo é engolido pela trama; em que o entrelaçar da teia no ecrã se confunde com o que se desenrola com cada espectador. Que truque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A banda sonora total, omnipresente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tenho-me questionado sobre um tema recorrente, sempre que vejo um filme. O que é que acontece, ou qual é esse momento, em que o individuo é engolido pela trama; em que o entrelaçar da teia no ecrã se confunde com o que se desenrola com cada espectador. Que truque é este, que feitiçaria esquisita consegue esmagar os critérios e argumentos de quem vê, de quem assiste. Será, então, parte essencial disto, a mestria da fusão entre os elementos do filme numa coisa elástica, extensa e esmagadora. Entre o som, os elementos visuais, música, voz&#8230; E nisto posso isolar toda a multiplicidade de elementos em dois grandes grupos: o que vejo e o que ouço, e de que maneira estes deixam de ser entidades diferentes (em que momento é que já não vale a pena distingui-los).</p>
<p>Como é que se misturam estas duas coisas, entre o som e a imagem; e o que é que está no meio destes dois?  Em que momento e de que maneira é que estas entidades se unem numa só? (se é que se unem, pois por vezes existirá a necessidade de serem contrárias)</p>
<p>Interessa-me procurar esses momentos perspicazes no seu todo, em que a relação entre o que vemos e ouvimos se transforma numa curiosa simbiose ou confusão de sentido indiscernível.</p>
<p>Na tentativa de encontrar certas opções de montagem, de criação de um universo paralelo num filme, pelo encontro do som, da imagem. Da imagem que é som e do som que é imagem.</p>
<p>Posso começar por pensar na construção do próprio som como imagem, ou como matéria mais do que sonora, quase perturbadora.</p>
<p>Pensando na banda sonora, questiono se esta não englobará tudo o que ouvimos, desde as vozes à música, aos ruídos brancos e ao próprio silêncio (e à própria imagem?).</p>
<p>Não sei se me farei entender nesta explicação meia baralhada, por isso o melhor será inclinar-me para os casos específicos.</p>
<p>Comecei a interessar-me especificamente por este aspectos mais técnicos desta espécie de feitiçaria na obra de David Lynch. Primeiramente o que me chamou a atenção foram as vozes das personagens, principalmente das mulheres; em que a escolha parece ter sido feita (por vezes) com base numa sensação silenciosa e suspeita. Os timbres parecem ser pensados em consonância com o resto; o resto do som, o resto da história, o resto de tudo. Diria até que a voz (ou a ausência dela) de certas personagens, se torna num dos elementos verdadeiramente perturbadores na obra.</p>
<p>Interessa-me uma pesquisa destes momentos dentro da obra de David Lynch, em consonância com a obra composta para vários dos seus filmes por Angelo Badalamenti.</p>
<p>Dentro dos filmes (em príncipio) em foco, estarão: ‘Twin Peaks’ (série) 1990-1991; ‘Twin Peaks: Fire walk with me’ 1992; ‘Blue Velvet’ 1986 e ‘Mulholland drive’ 2001.</p>
<p>Dentro da bibliografia de apoio começo a considerar, inicialmente: The Voice in Cinema, de Michel Chion e As lições do cinema: Manual de filmologia João Mário Grilo,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Teresa Arêde</p>
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