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	<title>Som e Imagem &#187; JoaoAbreu</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2011/2012]</description>
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		<title>O campo da escultura sonora no espaço expositivo.</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 02:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JoaoAbreu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A escultura sonora numa reflexão cinematográfica. &#160; O som traz ao cinema o tempo e o espaço sonoro, para além da mimesis da imagens abre-se a possibilidade da mimesis do som, conseguindo assim que o espectador entre no espaço da acção visual. Esta espacialização tanto do espaço fílmico como da própria sala de visionamento é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>A escultura sonora numa reflexão cinematográfica.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><span style="color: #000000">O som traz ao cinema o tempo e o espaço sonoro, para além da mimesis da imagens abre-se a possibilidade da mimesis do som, conseguindo assim que o espectador entre no espaço da acção visual.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Esta espacialização tanto do espaço fílmico como da própria sala de visionamento é explorada pelo som de diferentes formas, para que o espectador sinta um espaço tridimensional.</span></p>
<p><span style="color: #000000">A <em>sound art,</em> tal como o cinema, apropria-se destes conceitos e transporta-os para a sala de exposições. São várias as explorações do som e a sua ligação com o espaço envolvente.</span></p>
<p><span style="color: #000000">A acusmática , “que faz ouvir sons sem a visão das suas causa” , é explorado pelo artista Mikel arce em *.WAV (2004), onde o som só é visível através do seu efeito na água. Este trabalho explora a manipulação da tela “de projecção”, neste caso espelhos de água, através da emissão sonora onde, apesar do objecto visíve, o espectador nunca vê ou conhece a sua origem. Se pensarmos que o espaço expositivo é a sala de visionamento e a obra a tela de projecção, tal como no filme de Jacque Tatti “Les vacances de Monsieur Hulot”, esta obra é composta por vários sons acusmáticos que na sua composição total decompõe a necessidade hierárquica atribuída tradicionalmente.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Podemos ainda considerar que, num espaço expositivo de uma escultura sonora, o espectador se sente como na sala de projecção de filme. A imagem é complementada por vários sons. Para ele os actores são os seus vizinhos espectadores que entram e saem da tela de projecção, estes mesmos podem criar sons <em>in</em> e <em>off</em>; <em>in</em> quando falam dentro do campo visual do espectador principal e <em>off</em> quando saem do seu campo e permanecem no seu campo sonoro. A escultura sonora pode emitir som de uma forma acusmática ou não, como no caso da obra de Steve Roden “ Oionos” (2010), dado que o espectador consegue perceber através dos vidros coloridos translúcidos que os objectos escultóricos emitem som próprio.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Sendo assim, o espaço audiovisual na sala de exposições da peça sonora assemelha-.se ao de um filme, para o ponto de vista do observador que permanece quieto no seu visionamento.</span></p>
<p><span style="color: #000000">O som traz para a escultura a tridimensionalidade espacial não contida. Expande as barreiras de espaço permitindo uma maior amplitude na peça exibida. O som permite que o observador se sinta num espaço todo ele criado pelo artista, não sendo apenas a fotografia estática da peça escultórica. Acrescenta-se assim o tempo à escultura, sendo sempre diferente segundo após segundo. A mimesis é intemporal.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Bibliografia</span></p>
<p><span style="color: #000000">CHION, Michel (2008) - A audiovisão, som e imagem no cinema – Lisboa : Edições texto e grafia</span></p>
<div><span style="color: #000000">COSTA, M. José. Arte Sonoro. Revista EXIT Express, Madrid, n.54, pag 19-37, Outubro 2010.</span></div>
<p><span style="color: #000000">Filmografia/ Obras</span></p>
<p><span style="color: #000000">Jacques Tati (1953) &#8211; Les vacances de Monsieur Hulo</span></p>
<p><span style="color: #000000">Steve Roden, “Oionos” 2010</span></p>
<p><span style="color: #000000">Mikel Arce, “*.WAV” 2004</span></p>
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