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	<title>Som e Imagem &#187; Pedro Mesquita</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2011/2012]</description>
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		<title>Charles Chaplin a resistência criativa ao Cinema Sonoro.</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 21:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Charles Chaplin a resistência criativa ao Cinema Sonoro.                                                                              Serão as imagens capazes de despertar sons? O que é que transforma o cinema em algo significativo, algo que transcende a própria realidade e nos projecta em mundos novos? O cinema deverá “Educar”, isto é, deverá ser um cinema que nos provoque não só emoções mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;color: green"><strong><em>Charles Chaplin a resistência criativa ao Cinema Sonoro.                                                                              </em></strong></p>
<ul>
<li>Serão as imagens capazes de despertar sons?</li>
<li>O que é que transforma o cinema em algo significativo, algo que transcende a própria realidade e nos projecta em mundos novos?</li>
<li>O cinema deverá “Educar”, isto é, deverá ser um cinema que nos provoque não só emoções mas nos obrigue a pensar e a questionar o mundo?</li>
<li>A percepção sonora no Cinema: será ver com os ouvidos e ouvir com todos os outros sentidos?</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com João Mário Grilo, os sons dos primórdios do cinema mudo eram constituídos por tudo, menos por palavras. Eram compostos pelo ruído do projector e pela música que surgia como pano de fundo – melodias de piano, orquestrações, canto – que acompanhavam, habitualmente, cada sessão. Por fim, os ruídos da sala que integravam o todo estético; atitude diametralmente oposta à que hoje impera nos nossos cinemas-estúdio, onde o silêncio é sagrado.</p>
<p>O cinema mudo dispensava a fala para se expressar, em parte porque a música tocada pelos pianistas nas salas de cinema o preenchia. As imagens eram organizadas para demonstrarem ritmo, dinamismo, paixão, medo,  sofrimento, terror, alegria, amor; sugerir um ambiente calmo e bucólico ou transmitir os sons e a vida de uma cidade.</p>
<p>Charles Chaplin, recusara, em 1927, a chegada do som à industria cinematográfica. Desde a criação da personagem Carlitos e a sua primeira aparição no filme “Corrida de Automóveis para Meninos”, os seus filmes cumpriram uma função comunicativa e ética. Para Chaplin o cinema deveria continuar mudo; a voz destruiria a “imaginação” e mataria a voz interior que o cineasta queria despertar na subjetividade de cada espectador. A pantomima atinge, com Chaplin, um elevado grau estético; desloca o espectador do seu mundo circundante e convida-o à reflexão dos problemas do mundo. A poesia percorre a sua obra no diálogo subtil entre a imagem, a música, a intencionalidade, a denúncia política e social.</p>
<p>O cinema mudo produzia sons, os quais eram reconhecidos através do estímulo visual e da nossa memória auditiva, demonstrando que nem tudo precisa ser sonorizado para ser ouvido. O cinema mudo captou o sentimento humano; a profunda expressividade das emoções, traduzidas no gesto e na expressão facial.</p>
<p>Carlitos, o vagabundo da obra de Charles Chaplin, com um corpo desajeitado; um corpo que “o ultrapassa a si mesmo, a cada gesto, a cada passo” faz dele próprio uma constante metamorfose, um corpo que se reinventa;  manifestando “formas inesperadas de ser”, criando um novo corpo original; genuinamente seu.<br />
Neste espaço cénico, o corpo é elevado; é uma  “ferramenta única”  evidenciada ao nosso olhar; transmuta-se em objecto estético capaz de transformar a miséria na sua maior riqueza.</p>
<p>Estas possibilidades de resistência e de criação expandem-se como novos modos de sentir, de pensar e de estar, onde a vida se conquista como espaço de liberdade e de recusa da servidão.<br />
Carlitos, o vagabundo, leva-nos até à emoção, ao riso, às lágrimas, ao confronto com uma realidade que nos obriga a pensar o homem, a sua condição e o sentido do progresso.</p>
<p>Alguns exemplos como &#8220;Luzes da Cidade&#8221; e &#8220;Tempos Modernos&#8221;: o corpo de Carlitos tem uma expressividade única, através de movimentos repetitivos e desengonçados. O corpo magro transbordante de emoções: o sorriso cúmplice, os olhos negros e tristes, o andar hesitante. O seu rosto, combinado com todos os outros membros, demonstra um vasto leque de emoções. Os membros inferiores sempre prontos a surpreender, fugir, espreitar, simular: o corpo é um constante jogo. Mas o elemento mais importante são as mãos que expõem o grande acontecimento da pantomina, mostrando uma incrível originalidade num universo infinitamente expressivo, e é deste modo que Chaplin vai retardando a chegada do sonoro às suas obras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<p>Grilo, J. (2007). As lições do cinema: Manual de filmologia. Lisboa, Edições Colibri</p>
<p><strong>Referencias electrónicas:</strong></p>
<p>Lourenço, J. (2008). Os Conflitos de Carlitos Frente às Contradições da Sociedade Moderna. Revista Anagrama: Revista Científica Interdisciplinar da Graduação, 2(2), 1-16. Acedido em 29 de Abril de 2012, em: <a href="http://revistas.univerciencia.org/index.php/anagrama/article/viewArticle/6307">http://revistas.univerciencia.org/index.php/anagrama/article/viewArticle/6307</a></p>
<p>Carvalho, A. (2009). A Percepção Sonora no Cinema: ver com os ouvidos, ouvir com outros sentidos. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Fluminense, Niterói, Macaé e Santos, RJ, Brasil. Acedido em 29 de Abril de 2012, em: <a href="http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_arquivos/28/TDE-2010-01-27T113449Z-2354/Publico/Andreson%20Carvalho-Dissert.pdf">www.bdtd.ndc.uff.br/tde_arquivos/28/TDE-2010-01-27T113449Z-2354/Publico/Andreson%20Carvalho-Dissert.pdf</a></p>
<p>Cerqueira, M. (2010). O Vagabundo e o corpo: artimanhas da invenção. Revista Vivencia, 35, 198-203. Acedido em 29 de Abril de 2012, em: <a href="http://www.cchla.ufrn.br/Vivencia/sumarios/35/PDF%20para%20INTERNET_35/15_Monique%20Borba%20Cerqueira.pdf">www.cchla.ufrn.br/Vivencia/sumarios/35/PDF%20para%20INTERNET_35/15_Monique%20Borba%20Cerqueira.pdf</a></p>
<p>Penafria, M. (2003). Ouvir imagens e ver sons. Biblioteca On-Line de ciências da Comunicação – BOCC. Acedido em 30 de Abril de 2012, em: <a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/_texto.php?html2=penafria_som_e_doc.html"> http://www.bocc.ubi.pt/pag/_texto.php?html2=penafria_som_e_doc.html </a></p>
<p>Portal São Francisco, &#8220;Charlie Chaplin&#8221;. Acedido em 29 de Abril de 2012, em: <a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/charles-chaplin/charles-chaplin-1.php"> http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/charles-chaplin/charles-chaplin-1.php </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pedro Mesquita</p>
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