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	<title>Som e Imagem &#187; Draft</title>
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	<description>Miguel Leal – FBAUP [2011/2012]</description>
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		<title>“Experimentando sincronizações (relações com efeitos psicológicos)”</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 21:53:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<description><![CDATA[“Experimentando sincronizações (relações com efeitos psicológicos)” Ricardo Pereira &#8211; lap09030 O uso de som para complementar a imagem é uma prática muito antiga, que remonta até à antiguidade. Quer tenha sido em todo o tipo de culturas e usos como os rituais religiosos da idade da pedra; ou danças espirituais egípcias; o teatro grego; a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Experimentando sincronizações (relações com efeitos psicológicos)”</p>
<p><strong>Ricardo Pereira &#8211; lap09030</strong></p>
<p>O uso de som para complementar a imagem é uma prática muito antiga, que remonta até à antiguidade. Quer tenha sido em todo o tipo de culturas e usos como os rituais religiosos da idade da pedra; ou danças espirituais egípcias; o teatro grego; a atitude bélica e imperialista dos Romanos; dos índios americanos a qual acompanhavam com dança e substancias alucinatórias; as grandes orquestras modernas da europa ou até mesmo os usos contemporâneos, na arte, na dança, no cinema, entre várias outras práticas económicas, culturais ou estéticas.</p>
<p>O som que era visto de forma sagrada, e que, segundo Ana Almeida, um mito estético metafísico, que embora &#8211; qualquer som &#8211; se originasse no concreto e terreno, era visto como o menos imitável o qual teria que ser produzido, não bastava imitar. Ana Almeida continua descrevendo que existia uma aceitação geral que a música era uma das musas mais aproximadas do verdadeiro, do inteligível, foi a imaterialidade dos sons que mais cedo se relacionou intencionalmente com aquilo que também se caraterizava como imaterial, à alma, ao estado de espírito.</p>
<p>Embora esta visão metafísica platónica se tenha mantido até ao início da modernidade, a introdução de meios para capturar e reproduzir sons derrubou a sua máscara da inteligibilidade, passando a ser reconhecida a capacidade de um som ter um corpo e uma forma, e por isso, uma mímica da realidade, daí derrubando parcialmente a ideia metafísica do som. A questão de trabalhar e construir sons, passa a ser desenvolvida numa questão mais psicológica do que espiritual &#8211; embora sem nunca perder o fascínio total desta &#8211; e acabando por apontar liderar uma direcção até à Arte Sonora.(<strong>1</strong>)</p>
<p>Eventualmente, e em uma direcção que eu gostaria de focar a investigação, o som acaba por aliar ao filme que, embora este nunca tivesse sido completamente mudo(<strong>2</strong>) &#8211; a não ser que isolado até à solidão da imagem e do fotograma -, desde cedo, ainda que aproveitando a natureza aleatória do som, existiu sempre uma certa sintonia com o decorrer do filme e a sua percepção, e o ruído em volta da plateia e as suas descrições sonoras, como também do som da orquestra que acompanhava o filme &#8211; que acompanhava a percepção de alterações de planos, jogo de escalas, de eixos , contrastes as cenas e sequências, com os seus tons e sons, ora mais acentuados e rápidos, ora mais leves e lentos. Tudo num jogo psicológico e quase inconsciente de uma aliança entre o visto e o ouvido.</p>
<p>Este jogo de sincronizações, que seria em grande parte parte desenvolvido pela voz e a sua sincronização com o filme, viria ajudar a entender o som como um corpo, e, na sua edição, produzir ondas senoidais, de grandes contrastes, fortes impactos psicológicos, tal como os jogos de escalas das cores dos quadros de Mark Rothko.(<strong>3</strong>) Ou mais profundamente, a “Dream Machine” de Brian Gysin, cuja sinusoide supostamente estimula o nervo óptico e altera as oscilações cerebrais. De um modo semelhante funciona até mesmo o jogo de luzes que um “VideoJockey” moderno trabalha, chegando ao ponto eu que é a imagem que passa a sincronizar com o som &#8211; ao contrário do cinema, cujo desafio foi sincronizar o som com a imagem; e já nem sendo uma imagem com forma, mas antes uma atmosfera, visto que &#8211; e como um amigo meu me despertou curiosidade -, um bom “VideoJockey” dos dias de hoje precisa de trabalhar com a luz &#8211; quase abandonando as formas das imagens &#8211; e jogando com contrastes, escalas, velocidades ambientes e cores. A forma dispersa-se, já quase nem valerá a pena olhar para uma tela, a luz estaria por todo o lado, e todo o lado tem um reflexo e tom diferente. Ou simplesmente dito: quase já deixa de ser uma forma, para antes dar lugar à atmosfera visual.</p>
<p>Esta é a relação que eu pretendo investigar, ou pelo menos reunir algumas conclusões que tenham sido feitas entre a relação do som e da imagem, da relação com o espírito, ou com a “carne”, ou dito mais cientificamente, com a psicologia, e os efeitos dos jogos entre os sentidos, mais especificamente analisando a “Dream Machine”, a instalação que na minha opinião mais culmina nas explorações atmosféricas e oscilações que podem causar alterações psicológicas.. Será a partir desta obra que tentarei responder ao meu fascínio por estas relações.</p>
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<p>A nível bibliográfico, pretendo inicialmente que as minhas investigações se centralizem na &#8220;Dream Machine&#8221;, partindo daí para outras investigações mais periféricas.<br />
Contudo, da bibliografia já consultada, este draft inclui as seguintes referências e notas de rodapé:</p>
<p><em>(1) ALMEIDA, Ana, “A Crise Metafísica do Som”, in O Universo dos Sons nas Artes Plásticas, Edições Colibri, p. 29.</em></p>
<p><em>(2) Como explicado no livro de Mário Grilo, o cinema mudo nunca era completamente mudo. Estava cheio de ruídos, desde do projector, à banda sonora, e o fundo de orquestra, até mesmo os sons de corversas e partilha de ideias entre a plateia.</em><br />
<em> GRILO, Mário, “6ª Lição”, in As Lições do Cinema, 2007, Edições Colibri, p. 41.</em></p>
<p><em>(3) No Documentário “The Power of Art”, da BBC, o volume específico à arte de Rothko descreve as pinturas como espirituais, onde a cor e a escala assumem uma predominância visual, e de grandes impactos.</em></p>
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