Geometria Sónica/Sonic Geometry: Índice/Index

Inaugura no próximo sábado, dia 12 de Maio, no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, em S. Miguel, Açores, a exposição Índice , que dá início ao projecto Geometria Sónica, com curadoria do Nuno Faria e do Nicolau Tudela.

Lá estarei com três peças mais antigas e muito bem acompanhado pelo grupo de artistas que participarão no projecto:
Francisco Janes, Francisco Queimadela e Mariana Caló, Jonathan Uliel Saldanha, Laetitia Morais, Manon Harrois, Mike Cooter, Pedro Tropa, Pedro Tudela, Ricardo Jacinto, Sara Bichão e Tomás Cunha Ferreira.

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It opens on Saturday 12th May, atArquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, in S. Miguel, Azores, the exhibition Index, which starts the Sonic Geometry project, curated by Nuno Faria and Nicolau Tudela.

I participate with 3 older pieces and happily side by side with the group of artists who will participate in the project:
Francisco Janes, Francisco Queimadela and Mariana Caló, Jonathan Uliel Saldanha, Laetitia Morais, Manon Harrois, Mike Cooter, Pedro Tropa, Pedro Tudela, Ricardo Jacinto, Sara Bichão and Tomás Cunha Ferreira.

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Une petite révolution cataléptique (bandeiras/flags), 2002
7 bandeiras em pano, cosidas e bordadas à mão
7 textile flags, hand sewn and embroidered

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Duplo Negativo/Double Negative

No último sábado, dia 17 de Fevereiro, inaugurou no CIAJG, em Guimarães, a minha exposição Duplo Negativo, com curadoria do Nuno Faria. Ficará até 10 de Junho
http://www.ciajg.pt/_miguel_leal&mop=26.

Queria agradecer ao Nuno Faria, ao Tiago Almeida, ao Hugo Dias e a toda a incrível equipa do CIAJG.
Muitos outros tornaram esta exposição possível, mas queria agradecer em especial à Anna Kottmeier, ao Vicente Leal, ao Pedro Tudela e à Fabíola Augusta, que preencheu o espaço deste duplo negativo com a sua voz.
[Mais fotos em breve]

Last Saturday, February 17th, opened my  show Double Negative at CIAJG, in Guimarães, curated by Nun Faria. It will stay until June 10th.
http://www.ciajg.pt/_miguel_leal&mop=26

I would like to thank Nuno Faria, Tiago Almeida, Hugo Dias and all the amazing CIAJG’s team.
Many others have made this exhibition possible, but I would especially like to thank Anna Kottmeier, Vicente Leal, Pedro Tudela and last but not least Fabíola Augusta, who filled the space of this double negative with her voice.
[More photos soon]

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Duplo Negativo/Double Negative

Na próxima semana, sábado dia 17 de Fevereiro, às 21.30, inaugura no CIAJG, em Guimarães, a minha exposição Duplo Negativo, sobretudo com trabalho novo mas que revisita também coisas anteriores.
Na mesma altura inaugura uma exposição do Christian Andersson (When Science Fiction Was Dead).

Next week, Saturday, February 17th, at 9.30 pm, opens my  show Double Negative at CIAJG, in Guimarães, mainly with new works but revisiting also my previous work.
At the same time it opens an exhibition of Christian Andersson (When Science Fiction Was Dead).

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Caleidoscópio

Inaugura este sábado, dia 16 de Dezembro, nos Maus Hábitos e na Galeria do Sol (CCOP), no Porto. | Opens this Saturday, December 16th, at Maus Hábitos and Galeria do Sol (CCOP), in Porto.

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Sistema Solar (Tarrafal)

Amanhã, dia 19 e sexta, dia 20 de Outubro, apresento na dome do Planetário a instalação “Sistema Solar (Tarrafal)”, em ambos os dias das 16 h às 19h.
Esta apresentação acontece no âmbito do Encontro A Glimmer of Freedom, que terá lugar na FLUP e no Planetário do Porto.

Tomoorow, 19th October,  and Friday, 20th, I present a new work — Solar Sistem (Tarrafal) at Planetário do Porto, from 16h to 18.30.
This presentation happens in the context of the Seminar A Glimmer of Freedom.

Mais info/More info: Programa

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A Arte como Experiência do Real/Art as Experience of the Real

Inaugura na próxima quinta-feira, dia 29 de junho, a exposição ‘A Arte como Experiência do Real –
Coleção de Ivo Martins em Depósito não Museu de Serralves’, no CIAJG de Guimarães. (O título da exposição retoma o nome de uma exposição que fiz em 1995 no CAPC de Coimbra)
Mostram-se aí as minhas peças ‘100 ilhas catalépticas’, ’16  fantasmas’ e  dois ‘Carrosséis Saturninos’.

Opens  next Thursday, June 29th, the exhibition’ Art as Experience of the Real – Collection of Ivo Martins in Deposit at the Museum of Serralves’, at CIAG, Guimarães, Portugal. (The title of the exhibition picks the name of an 1995’s exhibition of mine  at the CAPC in Coimbra
There are shown my pieces’ 100 cataleptic islands’, ’16 ghosts’ and two of the ‘Saturnian Carousels’.

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A arte como experiência do real (montagem)

A instalar as ‘100 ilhas catalépticas’ e os “16  fantasmas” para a exposição ‘A Arte como Experiência do Real –
Coleção de Ivo Martins em Depósito não Museu de Serralves’
(Inaugura no próximo dia 29 de junho)

Installing the works ‘100 cataleptic islands’, ’16 ghosts ‘and’ Saturnian Carousels’ for the exhibition’ Art as Experience of the Real – Collection of Ivo Martins in Deposit at the Museum of Serralves’
(Opens on June 29th)

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The Missing Tree

Quando eu era pequeno, havia um grande choupo em frente ao meu quarto. Todos os dias sentia a sua presença. De manhã, no Verão, fazia sombra sobre a minha janela e, com o vento, ouvia o som cheio e ritmado das suas folhas em movimento. No Inverno eram os ramos, já despidos, que assobiavam e rangiam ao som do vento. E havia ainda os pássaros, muitos pássaros. Um dia, já não me lembro bem em que altura do ano, numa daquelas tempestades que à distância nos parecem vir de uma outra era, o choupo caiu, de uma vez, com estrondo, sobre o passeio. Plantaram depois uma nova árvore mas era ainda muito pequena e saí daquela casa antes de a ver crescer o suficiente. Depois desse dia parecia que vivia num outro lugar. Dormia de janela aberta e agora, logo de manhã cedo, a luz era demasiado intensa. Deitado na cama faltavam-me as sombras animadas sobre o tecto e as paredes, faltavam-me sobretudo os sons que me faziam adivinhar a presença daquela árvore cujas folhas, sempre que por sorte se esqueciam de a podar, chegavam a tocar os vidros da minha janela. No entanto, descobri depois que afinal a árvore não tinha desaparecido. Tinha-se apenas transformado. Continuei a lembrar-me dela e muitas vezes sentia até a sua presença, como uma aparição, como um fantasma amigo que me vinha visitar, só que já não a mesma árvore mas uma outra, mudada pelos trajectos entre o real e o imaginário.

Os jogos da memória são sempre jogos com os fantasmas, com a fantasia que caracteriza toda a relação com o fantasmático. No grego que dá origem à palavra, phantasma é uma aparição, um espectro. Convocar a memória seria assim quase sempre um jogo com os espectros do passado. Contudo, se pensarmos nesses jogos apenas como uma operação arqueológica estaremos talvez a esquecer o essencial. Os jogos da memória fazem-se tanto com o passado como com aquilo que há-de vir, porque os trajectos do imaginário projectam-se sempre no futuro, por vezes quase como um oráculo. O imaginário é por isso uma espécie de real em potência, virtual portanto, uma viagem feita de trajectos nómadas entre o passado e o futuro, entre o real e a imaginação.

Deleuze diz-nos que “uma viagem real não tem por si só a força de se reflectir na imaginação”, e diz-nos também que uma “viagem imaginária não tem por si só a força […] de se verificar no real”, concluindo que se uma viagem não é possível sem a outra, o imaginário e o real só podem ser vistos como um espelho móvel, duas partes de uma mesma trajectória. Desta forma, a imaginação é uma operação híbrida que junta ao objecto real uma imagem virtual, constituindo aquilo a que Deleuze chama “um cristal de inconsciente”. São esses cristais aquilo que se liberta nesses trajectos entre o real e a imaginação e, do mesmo modo, são esses cristais de inconsciente que se formam nos jogos da memória, dessa memória que recusa uma função meramente arqueológica para se constituir como um mapa intensivo e afectivo do mundo e das coisas do mundo.

Trabalhar num espaço como o da Casa da imagem, como acontece nesta exposição, incorporando os seus objectos, os seus espaços e, sobretudo, a memória que eles convocam, não poderia ser um exercício meramente arqueológico. Pelo contrário, encontramos aqui uma tentativa de construir um mapa intensivo e por vezes subtil dos cristais de inconsciente que se formam cada vez que os trajectos do real e imaginário se cruzam, cada vez que o imaginário inventa um futuro, como esse futuro que parecia estar à espera de acordar em cada uma daquelas salas, em cada um daqueles objectos

ML
Maio de 2017

Texto para o folheto da exposição de Serena Barbieri e Tânia Geiroto Marcelino na Casa da Imagem, Vila Nova de Gaia, Maio de 2017.

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